Instaurados 62 processos disciplinares por venda ilegal de medicamentos

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A Direcção de Saúde da Cidade de Maputo instaurou, no período que vai Janeiro a Setembro, 62 processos disciplinares, dos quais sete em conexão com desvio de medicamentos e outros de bens do Estado.

Na sequência da ofensiva, foram igualmente instaurados os respectivos processos-crime, que levarão os indiciados a responder em juízo pelo envolvimento em práticas lesivas ao Estado.

Os dados foram revelados pela directora de Saúde, Alice Abreu, no lançamento da Campanha contra a Venda Ilícita de Medicamentos, havida esta quarta-feira no buliçoso mercado de Xipamanine, sob o lema “Medicamento Vendido na Rua/Mercado Faz mal à Saúde – Não Vamos Comprar”.

Os roubos e desvios de medicamentos constituem as causas de desperdícios de recursos e de problemas de disponibilidade de medicamentos nas unidades sanitárias”, disse a fonte.

Segundo a directora, no cumprimento do Plano Económico e Social (PES) 2017, o sector levou a cabo 79 visitas, das quais 17 em unidades sanitárias privadas, 60 farmácias privadas, assim como em dois mercados formais.

Nas visitas, segundo a fonte, foram detectadas diversas irregularidades, sendo 11 em farmácias, oito em unidades sanitárias, duas em mercados e três nas unidades sanitárias que se dedicavam a venda ilegal e ilícita de medicamentos e ou de uso exclusivo do Serviço Nacional da Saúde.

Entre as irregularidades detectadas, segundo a fonte, destaca-se a má conservação de medicamentos, que pode reduzir a sua eficácia e, entre os casos mais graves, infra-estruturas e recursos humanos que nada têm a ver com a área, mas lidam com fármacos. As situações constatadas resultaram na aplicação de multas aos prevaricadores.

Alice Abreu disse que o fenómeno tornou-se um problema grave de saúde pública, pois muitos cidadãos procuram locais como mercados para comprar os fármacos por considerarem os mercados como local de fácil acesso e outros produtos de saúde sem, no entanto, considerarem o risco que incorrem.

Os medicamentos comprados em locais não indicados para o efeito têm um grande risco de estarem deteriorados, fora do prazo e sem o princípio activo para curar a doença. Por isso, estes medicamentos podem levar a criar resistência, levando o agravamento do quadro do doente e, portanto, a morte da pessoa que pode ser irmão, filho, amigo ou mesmo colega de trabalho.

Temos consciência que este trabalho é difícil. Mas com o apoio de todos nós vamos conseguir resolver, consciencializar e eliminar a venda de medicamentos em locais impróprios”, disse a directora, acrescentando que a campanha será replicada para todos os distritos municipais, visando desencorajar e eliminar a prática.

Apesar de ter o termo previsto para Dezembro a campanha continuará por muito mais tempo com vista a travar e eliminar os esquemas de roubo e desvios de medicamentos.

A Polícia da República de Moçambique (PRM), representada na ocasião, apelou aos cidadãos para denunciarem tais práticas, mesmo se nos esquemas estiverem envolvidos agentes da corporação, com vista a preservar a saúde do cidadão. (RM)

 

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