Um mundo justo e igual para todas as crianças

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Filomena nasceu com uma quadriplegia espástica e epilepsia. A mãe levou-a às sessões de fisioterapia até aos seis anos de idade, altura em que lhe disseram para parar. Ela continuou a levar a Filomena para onde quer que fosse. Mas a Filomena estava a piorar, não conseguia comer alimentos sólidos por causa dos seus maxilares cerrados e porque os braços e as pernas atrofiaram consideravelmente.

http://fairnsquare.unicef.org.mz/fairn-square-the-story-of-filomena/?lang=pt-pt

Tal qual a Filomena, Ester, Eduardinho, Muzna, Raúl e muitas outras crianças fazem parte de um projecto 2009 um projecto que tem como objectivo garantir o acesso de Pessoas com Deficiência aos serviços sociais e de saúde em Maputo e na Matola.

O mesmo conta com o apoio financeiro da Delegação da União Europeia em Moçambique, a Handicap International, uma organização não-governamental que opera em Moçambique.

Em 2011, foi lançado o Serviço de Informação, Orientação e Acompanhamento Social (SIOAS) para abranger pessoas com deficiência, principalmente através das suas brigadas móveis, em 35 dos bairros mais pobres de Maputo e Matola. Ao identificar pessoas com deficiência e trabalhar directamente com as suas famílias e comunidades, o SIOAS ajuda a capacitá-las. O SIOAS ajuda as pessoas com deficiência e as suas famílias a identificar e implementar soluções sustentáveis que respondam às suas necessidades específicas identificadas.

A partir de 2012 o projecto passou a contar com a contribuição do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que direccionou o seu foco particularmente às crianças com deficiência.

Desde o início do projecto, os activistas do SIOAS identificaram 8.702 pessoas vulneráveis, das quais 2.124 são crianças com deficiência, sendo 43% raparigas, e as encaminharam para os serviços apropriados. 10.434 familiares foram sensibilizados e envolvidos na resposta. 250 crianças deficientes estão a receber dispositivos auxiliares, nomeadamente cadeiras de rodas, muletas e andarilhos.

Esta iniciativa, que conta com a colaboração do Ministério do Género, Criança e Acção Social (MGCAS) e da Rede para a Assistência às Vítimas de Minas (RAVIM).

  Este ano, o SIOAS tem três operacionais em Maputo, Matola e Beira. O modelo também será testado em Tete e Nampula nos próximos anos, antes de se tornar um serviço oficial em todo o país para todas as pessoas vulneráveis, independentemente da condição de deficiência.

 

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